terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Guiné 63/74 - P516: Portugal, tabanca grande (Humberto Reis e Paulo Raposo)

Guiné > Zona Leste > Sector L1 (Bambadinca)> 1969 ou 70 > Vista aérea da tabanca de Samba Juli > Em Fevereiro de 1969, aquando o desastre do Cheche, a CCAÇ 2405 estava sediada em Galomaro, com um pelotão em Samba Juli, outro em Dulombi e um terceiro em Samba Cumbera. Samba Juli fazia parte de um conjunto de tabancas fulas, em autodefesa no regulado do Corubal, ao longo da estrada Bambadinca-Xitole, onde se incluía Dembataco e , Moricanhe (a oeste da estrada), Samba Culi, Sinchã Mamajã, Sare Adé, Afiá, Candamã, entre outras (a leste)... Tudo nomes que ainda ressoam estranhamente nas nossas cabeças: em muitas delas contávamos as estrelas à noite e esperávamos o alvorecer não sem alguma ansiedade... Nós e os nossos nharros da CCAÇ 12. (LG)

Diapositivo digitalizado. Arquivo de Humberto Reis (ex-furriel miliciano de operações especiais, CCAÇ 12, Bambadinca, 1969/71)
© Humberto Reis (2006)

Guiné > Guileje > 1967 > CART 1613 > A tabanca de Guileje... Legenda para quê ? A vida segue dentro de momentos...
© José Neto (2006)


1. Texto do Humberto Reis:

Paulo Raposo

Se calhar também andámos nas mesmas andanças, no mesmo tempo, ali para os lados do sector de Galomaro. A minha CCAÇ 12 andou por lá em Madina Xaquili (depois teve lá um pelotão, por acaso o meu 2º, estacionado uma semana e teve também um, o 1º, estacionado em Dulombi) em Agosto/Setembro de 1969 quando se formou o COP 7, se não estou em erro.

Mais tarde, Dulombi teve direito a uma companhia, 26??, comandada pelo meu amigo Cap Carlos Maurício Gomes de quem perdi o rasto a partir do momento em que ele deixou de estar no Batalhão de Transportes (em 1975 ou 1976), ali no Campo Grande, onde hoje é a Universidade Lusófona.

Reparei agora que o teu endereço é o da Herdade da Ameira em Montemor. Será que o nome da Herdade da Lobeira e o da Herdade de Cima não te dizem nada? Ficam entre o Lavre e o Ciborro (a Lobeira mais perto do Lavre e a de Cima mais perto do Ciborro). Na Herdade da Lobeira já se fizeram 2 almoçaradas do pessoal que andou por Bambadinca nos anos de 68 a 70 (como foi o meu caso da CCAÇ 12, que comecei na colónia de férias de Contuboel durante quase dois meses e acabei como companhia de intervenção nos sectores L5 e L1).

As herdades atrás referidas não são minhas, com muita pena como é óbvio, mas da família Vacas de Carvalho que teve um dos seus membros, o maluco do ex-alferes miliciano das Daimlers lá em Bambadinca. Daí a razão das almoçaradas. Este Vacas de Carvalho, um dos 13 irmãos ainda vivos, residiu aqui a 100 metros de minha casa [em Alfragide] e agora mora ali para os lados da Ajuda [Lisboa].

Ainda acabamos por descobrir que isto de Portugal é uma Aldeia Grande.

Um abraço
Humberto Reis


2. Resposta do Paulo Raposo:

Meu caro Humberto

Corpo de Bó?

Pois andámos pelos mesmos sítios, na mesma altura.

O Cop 7 era comandado pelo meu bom amigo Major Pardal dos Páras.

A minha companhia foi abrir Dulombi em fins de 1969. Manga de porrada e de mina.

Conheço quase todos os Vacas de Carvalho, embora dou-me mais de perto com o Paulo.

Na Herdade vim fazer um Hotel, por isso agora passo cá a maior parte do tempo.

Fica à saída de Montemor para Évora.

O cripto continua avariado portanto este rádio vai às claras.

Se passares por estes lados bate à porta, mas é conveniente picar a estrada.

Um abraço muito amigo do ex-combatente, que, se me deixassem ficar mais tempo na Guiné tinha acabado com a guerra, assim ainda deixei alguma coisa para ti.

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